Dicas e cuidados na construção de calçadas


Projeto deve respeitar alguns conceitos a fim de garantir a segurança dos transeuntes

As calçadas fazem parte do dia a dia das pessoas considerando a mobilidade urbana. Construir ou reformar uma calçada é um ponto que necessita de muita responsabilidade, atenção e consciência, para que se considerem todos os aspectos necessários de acessibilidade. É preciso lembrar que muitas pessoas têm problemas de mobilidade reduzida ou dificuldades de locomoção, e qualquer desnível na calçada pode causar riscos, principalmente, considerando este público e pessoas idosas.

Para João Carlos Gabriel, coordenador do curso de Engenharia Civil do Centro de Ciências e Tecnologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Campinas,  alguns fatores devem ser considerados na hora de executar uma calçada, como os materiais utilizados e a durabilidade, bem como a manutenção adequada. De acordo com o docente, é muito importante pensar no envelhecimento da população e como isso afetará a arquitetura no futuro. “Nós envelhecemos e daqui 30, 40 ou 50 anos, teremos muitas dificuldades. É  extremamente importante pensar nisso antes de se fazer uma calçada”, ressalta. 

Passos básicos para execução de uma calçada:

  1. Realizar realizar o nivelamento e a compactação do solo;
  2. Colocar uma malha de aço para a distribuição de cargas;
  3. Realizar a concretagem de aproximadamente 5 cm de espessura ou nas entradas de casas com aproximadamente 7 cm de altura;

Segurança e mobilidade para calçadas

De acordo com o decreto do município de São Paulo, de número 45.904, que regulamenta a padronização dos passeios públicos, a execução de calçadas deve seguir alguns princípios de segurança, acessibilidade, mobilidade e qualidade estética respeitando os conceitos arquitetônicos e de projeto a fim de garantir a segurança dos transeuntes. Deve também estar livre de quaisquer obstáculos que possam prejudicar o livre acesso. Além disso, as leis determinam a necessidade de adequar tais vias ao trânsito de pessoas com mobilidade reduzida inserindo, por exemplo, pisos especiais de orientação para os pedestres. Entre eles, podemos citar o piso tátil de alerta – um dos principais recursos que orienta a pessoa portadora de deficiência visual quanto ao seu posicionamento na área da calçada. Existe também o piso direcional que é  instalado em áreas de grande circulação e deve ter entre 25 cm e 60 cm de largura.

Nivelamento e resistência do concreto

Ainda de acordo com o docente, é interessante também verificar a inclinação das calçadas, para que a água possa correr livremente para as sarjetas. “No caso de descidas é importante colocar algumas ranhuras ou valetas para que a água possa correr”, ressalta. A resistência de concreto para as calçadas, geralmente, é de 20 MPa, mas algumas pessoas optam por um concreto mais resistente para que ele não sofra com as intempéries e com a ação do tempo. “Então, onde transitam apenas pessoas, não existe tanta necessidade de uma resistência muito alta”, complementa. Já onde há movimentação de carros como na entrada de garagens, é possível utilizar uma espessura maior ou um concreto convencional com uma resistência um pouco maior.

Na Engemix, você pode aproveitar da nossa gama de traços CasaMix com resistências de 20, 25 e 30 MPa. Além disso, temos o traço PisoMix desenvolvido especificamente para a aplicação de pisos que exijam durabilidade, resistência e excelente acabamento superficial, reduzindo fissuras e desgaste.

Muitas vezes, em cima do chão de terra, é colocado pedrisco, pedra 1, britas e, em cima, se coloca uma malha de aço para evitar trincas e promover a distribuição correta do peso. Na execução, é importante também colocar madeiras com divisórias a cada 1,5 m ou 2 m, porque o concreto sofre com dilatação térmica, ou seja, durante o dia ele aumenta e durante a noite ele retrai, e se isso não for considerado na concretagem, com a colocação de moldes com madeira, surgem trincas ou fissuração. “É importante colocar essas ripas de madeira para evitar esse problema”, destaca.